Grandes jogadores – Bellini e Djalma Santos

A DUPLA BICAMPEÃ DO MUNDO 

Para falar da grande dupla, Bellini e Djalma Santos, o professor Heriberto nos ambientou ao ano de 1968, o ano da revolução. Aquele foi um ano para não se esquecer, tal qual o ano do AI5 na política, este foi o ano da revolução no futebol paranaense. Até 1967, o futebol paranaense era totalmente doméstico, conhecido só próprio estado, descontando um ou outro jogo com times do eixo Rio-São Paulo.

Em 1967 o Atlético fez uma campanha pífia no Paranaense e caiu para a segunda divisão. Fato que inquietou o presidente Jofre Cabral e Silva que rasgou o regulamento da competição e o estatuto da Federação em um canal de TV. Enfim, fez tudo e mais um pouco (com a aprovação de Coritiba e Ferroviário) e em 1968 o Atlético disputou a primeira divisão.

E para garantir que o ano anterior não se repetisse, Jofre começou uma verdadeira revolução no futebol paranaense. Foi a São Paulo e trouxe de lá os melhores jogadores para o Atlético, incluindo três bicampeões mundiais pela Seleção Brasileira e a promessa de mais um deles. Da Seleção vieram Bellini, Dorval e Zequinha, com a promessa de Djalma Santos que ele viria em agosto. Além deles, Jofre contratou os laterais Pardal e Gilberto, Nair, Paulista, Zé Roberto (que ainda era uma jovem promessa), Milton Dias e o ponta-direito Gildo. Depois disso todos os outros clubes foram atrás de suas contratações, foram atrás de grandes jogadores, mesmo que em fim de carreira.

E assim foi, Jofre fez uma revolução no Atlético, montou um super time e trouxe de volta ao torcedor o orgulho de ser atleticano. Antes disso, os Atletibas davam em torno de 2 a 3 mil torcedores, de repente a cidade inteira estava tomada por camisas nas ruas e bandeiras rubro-negras nos carros. Foi a grande explosão da torcida do Atlético, que ali passou a ser o time do povo. Os clássicos voltaram a ter grandes públicos, Atletiba no Belfort Duarte, ainda em construção, com 34 mil pessoas e na Vila Capanema com 18 mil pessoas.

Infelizmente, Jofre faleceu em um jogo do Atlético (contra o Paraná de Londrina) e não chegou a ver o desfecho do campeonato, em que o Atlético não foi campeão por um gol fortuito de Paulo Vecchio no último minuto do Atletiba na Vila Capanema. E pelas armações de Munir Calluf que comprou árbitros e goleiros, assumindo isso mais tarde numa entrevista ao jornal Diário da Tarde.

Após o Paranaense vinha o Robertão, torneio Roberto Gomes Pedrosa. O Atlético tinha um excelente time e ainda naquela onda da força política de Jofre queria disputar o campeonato como representante paranaense (iria apenas um time do estado). Obviamente que Coritiba e Ferroviário também queriam participar. Então, a decisão ficou por conta de um triangular, vencido pelo Atlético. Para satisfazer os outros dois clubes, o Atlético fez um acordo, emprestando dois atletas de casa um e dando 25% da renda para cada um deles. Do Coritiba vieram o goleiro Célio e o lateral-esquerdo Nilo. E do Ferroviário o centro-avante Madureira e o zagueiro-central Valmir.

Djalma Santos e Bellini

Djalma Santos e Bellini

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2 comentários sobre “Grandes jogadores – Bellini e Djalma Santos

  1. Oi Mylla.
    Só duas coisinhas: na última linha do terceiro paragráfo está “todo” ou invés de “todos”. Já o jogo em que o eterno Jofre faleceu foi contra o Paraná de Londrina, não contra o LEC.
    Mas é sempre bom ler essas história da era do Jofre Cabral, sempre é de emocionar. Pena que não deu para levar o caneco de 68.
    Ah, e tentarei ir no próximo encontro. Até sexta mando o mail confirmando.
    Abraço e saudações atleticanas!

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