O tostão contra o milhão

No 5º Encontro do Círculo de História Atleticana tratamos de um dos títulos mais importantes da história do Atlético, o título de 1970. Título que ficou conhecido como a vitória do tostão (Atlético) contra o milhão (Coritiba).

Isso porque o Atlético passava por dificuldades, já que depois da morte de Jofre Cabral e Silva não conseguiu manter o super-time montado por ele. Enquanto o Atlético passava por dificuldades, o Coritiba tinha um time de grandes valores, era bicampeão e buscava o tricampeonato, era considerado pela crônica esportiva como o favorito ao título.

Este encontro foi especial pelas presenças de três convidados que viveram de perto aquele período.

Prof. Heriberto Ivan Machado
Historiador oficial do Clube Atlético Paranaense
Acompanhou aquele campeonato como torcedor, nas arquibancadas. Não esteve presente na final em Paranaguá. Naquela época, ele era estudante universitário, não tinha dinheiro pra pagar o ônibus para ir a Paranaguá.

Além disso, tem a visão de historiador do Clube, de quem escreveu livros sobre o Atlético e o Futebol Paranaense.

Ivan Cezar Moura
Filho do presidente Passerino Moura
Acompanhou seu pai em quase todos os jogos do Atlético naquele ano. Esteve presente na final em Paranaguá, ao final do jogo entrou no gramado e ganhou a camisa usada por Djalma Santos naquele jogo.

Além de seu pai, seu tio, Claudio Passerino Moura era o diretor de futebol naquele ano.

Dr. José Francisco Schiavon
Médico campeão de 1970
Acompanhou o time em toda a campanha, dentro de campo. Conheceu bem os bastidores daquela campanha. E trouxe detalhes até então inéditos para este encontro do Círculo de História Atleticana.

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Aos poucos irei transcrever no blog todo o resultado deste encontro.

Presenças do 5º Encontro do Círculo de História Atleticana

TEMA:
O título de 1970 e o presidente Rubens Passerino Moura

Milene Szaikowski
Organização do Círculo de História Atleticana

CONVIDADOS:
Prof. Heriberto Ivan Machado
Historiador do Clube Atlético Paranaense.

Ivan Cezar Moura
Filho do presidente Passerino Moura, campeão de 1970.

Dr. José Francisco Schiavon
Diretor do Departamento Médico do Atlético, campeão de 1970.

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Demais participantes:

Arnaldo Stier Jr
Bruno Pereira Vianna
Cahuê Miranda
Edison Rauen Vianna
Felipe Guimarães Moura (neto de Passerino Moura)
Jacob Baulhout Junior
Leonardo Moura Lorenzetti (neto de Passerino Moura)
Pedro Augusto Loyola
Reinaldo Vinícius Gonçalves Vieira
Rogério Michailev

Participantes do 5º Encontro do Círculo de História Atleticana
Participantes do 5º Encontro do Círculo de História Atleticana

Da esquerda para direita.
Em pé: Arnaldo Stier Jr, Edison Rauen Vianna, Reinaldo Vinícius Vieira, Felipe Guimarães Moura, Pedro Loyola, Cahuê Miranda, Juninho, Rogério Michailev.
Sentados: Bruno Vianna, Ivan Cezar Moura, prof. Heriberto Ivan Machado, dr. José Francisco Schiavon, Milene Szaikowski

Participantes do 5º Encontro do Círculo de História Atleticana
Participantes do 5º Encontro do Círculo de História Atleticana

Da esquerda para direita.
Em pé: Arnaldo Stier Jr, Edison Rauen Vianna, Reinaldo Vinícius Vieira, Felipe Guimarães Moura, Pedro Loyola, Cahuê Miranda, Rogério Michailev, Leonardo Moura Lorenzetti.
Sentados: Bruno Vianna, Ivan Cezar Moura, prof. Heriberto Ivan Machado, dr. José Francisco Schiavon, Milene Szaikowski

5º Encontro do Círculo de História Atleticana

Data: 19/03/2009 (quinta-feira)
Horário: das 19 às 21 horas
Local: Artha – R. Mateus Leme, 2823

Tema:
O título de 1970 e o presidente Passerino Moura

Convidados:

Ivan Cezar Moura
(filho do presidente Passerino Moura)
Professor Heriberto Ivan Machado
(historiador do Atlético)

Confirmação de presença:
Para participar do encontro é indispensável a confirmação de presença por e-mail (circuloatleticano@yahoo.com.br) até 18/03/09, véspera do encontro.

As vagas são limitadas. Não há custo para participação.

A queima da documentação do Atlético

Em 1970, o então diretor, ex-jogador de 1932, Canoco, mandou queimar toda a documentação do clube. Dentre aquele material estavam todas as fichas técnicas do Atlético. O prof. Heriberto ainda conseguiu salvar um livreto de 1940 e outro de 1963. Porém, boa parte do material foi perdido. Uma pena não ter havido consciência da importância daquele material para a história do clube.

Além dessa atitude intempestiva do sr. Canoco, o Atlético perdeu muito material na enchente que houve no rio Água Verde em 1963. Material que o Zinder Lins tinha reunido colocando anúncios na Gazeta do Povo na década de 40 pedindo que quem tivesse fotos do clube o procurasse.

Como Farinhaque assumiu o Atlético

Walmor Zimerman deixou o Atlético em 1989, com 1 milhão de cruzeiros em caixa. Quando Walmor saiu, ninguém queria assumir o Atlético. Estava o Farinhaque conversando com o Fleury na sede administrativa do Atlético.

Quando o Farinhaque disse ao prof. Heriberto:
” — Heriberto, ninguém quer pegar o Atlético.”
O prof. Heriberto dizia:
“– E fulano?”
Ao que Farinhaque respondia:
“– Não, esse não quer saber.”
Aí ele disse:
“– Heriberto, estou aqui falando com o Fleury e ele já concordou. Eu vou ser presidente e ele será vice, você me ajuda?”

O prof. Heriberto concordou em ajudar da maneira que podia. E naquela ocasião, ele recebeu o cargo de Diretor do Patrimônio Histórico e Cultural do Clube Atlético Paranaense. Na verdade, apenas formalizou o trabalho que ele já fazia pelo Clube, pois já havia dez anos que ele escrevia a história do Clube.

Foi assim que Farinhaque entrou no Atlético, no peito e na raça. Com o dinheiro deixado pela administração anterior e mais o dinheiro que entrou com a promoção de bingões, ele montou o time campeão de 1990.

Jogador coxa na festa do título de 1990?

Os jogadores e diretores atleticanos se reuniram na Pizzaria Porão Italiano para comemorar o título. E na festa de comemoração apareceu um jogador coxa – não era o Berg, como muitos podem imaginar – e sim o Biro-Biro.

Ele era lateral do Coritiba, chegou lá, sentou e festou com os atleticanos. Ele disse que já fazia três meses que ele estava no coxa, não tinha recebido e no dia seguinte estava indo embora pra São Paulo. Como ele era paulista e no time do Atlético tinha vários jogadores paulistas, ele foi festar com eles.

No dia seguinte apareceu a foto do Biro-Biro na Tribuna, na comemoração do Atlético. Obviamente os coxas ficaram revoltados de ver aquilo.

Os elefantes e a maior bandeira (1969)

Em 1969, antes do Atletiba do dia 20 de abril, as torcidas preparavam-se com festa para o clássico. Havia um circo na cidade, e a torcida atleticana, criativa como sempre foi, pegou os elefantes do circo, pintou-os de vermelho e preto e fez um desfile pela cidade.

Neste jogo também surgiu a maior bandeira vista no estado até então, ela tinha 450 m². A festa ainda teve papel picado, talco, fogos de artifício, faixas, bandeiras, fanfarra. Pena, que apesar de toda essa festa, perdemos o Atletiba por 1×0.