O atestado de sanidade mental do árbitro Ataíde dos Santos

No início de 1947, em Atletiba válido pelo Campeonato de 1946, outro fato inusitado. O árbitro escalado para apitar era Ataíde dos Santos, que havia sido jogador do Palestra Itália. Com ele no apito, dificilmente o Atlético vencia os jogos.

O 1º tempo acabou em 1×1, com um jogador atleticano expulso e o gol dos alviverdes tendo sido marcado num pênalti inexistente. No 2º tempo a violência em campo correu solta, já que o juiz Ataíde dos Santos nada marcava. No decorrer do 2º tempo, o coxa marcou um gol. E os jogadores atleticanos correram atrás do empate. Porém, o árbitro encerrou a partida aos 42 minutos.

O Atlético lançou um protesto em súmula e no dia seguinte recorreu ao Tribunal de Justiça Desportiva, presidido pelo seu ex-presidente, Manoel Aranha. O Atlético pediu a anulação da partida e ainda um exame de sanidade mental no árbitro. A petição foi feita pelo jovem advogado Jofre Cabral e Silva, cujo pai João Alfredo Silva era presidente do Atlético.

Resultado final, o jogo foi anulado e o árbitro Ataíde dos Santos foi submetido ao exame de sanidade mental, mas sua insanidade não foi comprovada.

Para apitar o jogo do terceiro turno, depois de todo esse rolo, a FPF trouxe o Mário Vianna, do Rio de Janeiro. E o Atlético venceu por 2×1.

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