Alfredo Gottardi, o Caju

Alfredo Gottardi poderia ser apenas o irmão mais novo do goleiro Alberto. Mas, o jovem Caju, estreou em 1933 já causando uma ótima impressão a quem o via jogar. E no ano seguinte, com 18 pra 19 anos já foi convocado para a Seleção Paranaense para disputar o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. Campeonato que tinha uma tremenda importância na época, foi disputado entre 1922 e 1962.

No Atlético, Caju jogou de 1933 a 1949. Porém, nesses anos todos, nunca teve o contrato de profissional. Por escolha própria, ficou todos esses anos como amador. E por essas coisas, tinha épocas que ele não jogava no time profissional. Tanto é que 1944 foi campeão do time amador, jogando como centro-avante. De 1937 a 1939 jogou pouquíssimos jogos, sendo o dr. Lauro Rego Barros o goleiro do time. De 1942 a 1949, Laio jogou boa parte dos jogos. Mas, em dia de Atletiba, Caju chegava no vestiário, botava sua camisa e dizia que ia jogar. E ele entrava e fechava gol, e assim, o Atlético vencia o Atletiba.

Mesmo os torcedores de outros times diziam, Caju foi o melhor goleiro que já apareceu no estado do Paraná, um mito, um exímio goleiro.

O estilo de Caju

Caju não era um goleiro estiloso, de saltar e voar nas bolas. Ele extremamente bem colocado, onde o atacante chutasse a bola, lá estaria Caju para defendê-la.

Prof. Heriberto conta que quando Caju saía nas bolas cruzadas na área, ele encaixava a bola perfeitamente. E que há várias fotos que mostra ele no ar, com a bola encaixada, com os quadris na altura da cabeça do zagueiro.

A Majestade do Arco

Devido a sua atuação no Campeonato Brasileiro de Seleções, em 1942, o técnico Ademar Pimenta convocou Caju para a Seleção Brasileira para disputar o Torneio Sul Americano no Uruguai. Tal fato irritou os torcedores paulistas que queriam Jurandir do São Paulo na Seleção.

Mas, nesse Torneio, Caju impressionou os gringos que o elegeram como o melhor goleiro do Campeonato. E foi lá no Uruguai que ele ganhou o apelido de A Majestade do Arco.

A estreia dos refletores em General Severiano

Em 1948, o Atlético foi convidado para estreia dos refletores de General Severiano, estádio do Botafogo. E no contrato os botafoguenses exigiram a presença de Caju no gol.

Já tinha dois anos que Laio era o titular. Mas, Caju foi lá, jogou e fechou o gol, num jogo que deu 0x0.

Caju em 1944

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