A história de José Carlos Belotto

José Carlos Belotto foi presidente da Torcida Organizada Os Fanáticos entre 1994 e 1999. Esteve presente desde a fundação da torcida em 1977, sendo durante boa parte desse tempo, o vice presidente da torcida.

Sua história como atleticano é um tanto curiosa, filho de um coxa-branca e morando a vida toda ao lado do estádio Couto Pereira (estádio do Coritiba), descobriu-se atleticano aos 5 anos de idade.

Ele mesmo conta essa história:

“Nasci em 1963, no Hospital de Clínicas, quase do lado do Couto Pereira. Meus pais moravam na Atílio Bório que fica a umas 5 quadras do Couto, foi ali que nasci e sempre morei. A maioria dos meus colegas de infância eram coxas, pela proximidade do estádio.

Acabei me tornando atleticano em 1968, na época em que o Jofre assumiu e fez toda aquela revolução. Eu não me recordo, mas a minha mãe contava que tinha uma propaganda na TV que mostrava a torcida atleticana, eu era pequeno e quando escutava o hino saía correndo pra frente da TV.

Meu pai é coxa-branca e eu brinco com ele que isso é uma prova de que cada geração está evoluindo. Eu tinha todo esse histórico que tinha tudo para que eu fosse coxa.”

O primeiro Atletiba

Durante muito tempo o pai tentou demovê-lo da ideia de ser atleticano, fazia promessas de presentes, levava-o ao Couto na torcida do coxa. Mas não teve jeito, ele era atleticano. Certo dia, num Atletiba chegou a fugir do pai e foi para o meio da torcida do Atlético.

“Eu tinha 5 ou 6 anos, como toda criança ia muito ao estádio pra comer e brincar. Meu pai estava nuns degraus mais acima, e eu ali brincando. Até que eu vi o time do Atlético entrando em campo e toda aquela festa da torcida com talco e tudo mais.

Eu dizia pro meu pai, apontando para a torcida do Atlético: ‘Quero ir lá!’ E ele me dizia: ‘Não, hoje você vai ficar aqui comigo.’

Uma hora meu pai se distraiu com o jogo e eu fui andando pelas arquibancadas, atravessei toda a reta e fui parar na torcida do Atlético. Fiquei lá brincando com os sacos vazios de talco. Naquela época tinha como transitar entre uma torcida e outra. Meu pai quando deu falta, saiu atrás de mim até me encontrar. Ele me pegou pelo braço dizendo: ‘Sumiu, moleque! Eu estava aqui e não achava você.'”

Seus primeiros jogos na Baixada

Depois das fracassadas tentativas do pai tentar fazê-lo torcer para o Coritiba, Belotto passou a frequentar a Baixada.

“Eu me recordo de começar a ir à Baixada mais próximo de 76, na época em que o Sicupira estava praticamente parando. Era fã do ETA, eu me apaixonava pelas bandeiras e pelo batuque. O ETA tinha um pessoal que era da escola de samba e eu ficava sentado esperando a hora do intervalo, quando os caras largavam os instrumentos, eu pegava um pouco pra brincar.”

Belotto no 12º Encontro (Foto: Fábio Mandryk)

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