Altevir fala sobre a torcida atleticana

Altevir conta como era o seu relacionamento com a torcida no dia a dia:

“A gente tinha muito contato com a torcida, desde os treinos na Baixada que a torcida acompanhava. Eu sempre andei pelo centro de Curitiba, pela rua XV, era a glória, passava por ali e todo mundo me reconhecia. Eu chegava nos lugares e não podia pagar nada. Ia comprar roupa, não me deixavam pagar. Ia a um restaurante, quando pedia a conta, já estava paga. Além disso, tinha o reconhecimento do torcedor na rua, paravam pra conversar, queriam saber como estava o time, se eu continuaria no time. O relacionamento com a torcida era excelente.”

Ele fala também sobre a torcida na arquibancada:

“A torcida sempre foi exigente, em qualquer época.

O único lugar que eu entro e que ainda me arrepia, é quando estou na Baixada e o time entra em campo. Esses tempos na decisão do campeonato nós entramos em campo e levamos a bandeira.

Sempre lembro da entrada em campo. Antes do jogo ficava naquela tensão, queria ouvir o que otreinador tinha pra falar e ir pro jogo. Quando entrava naquela Baixada, dava uma relaxada nessa tensão pré-jogo.”

Altevir fala ainda da mística da Baixada e da reação dos adversários ao terem que jogar no estádio atleticano:

“Os jogadores adversários, os zagueiros principalmente, ficavam muito preocupados de jogar na Baixada. Quando o Atlético me contratou, eu estava no Cascavel e naquele jogo tomamos de cinco. Na mesma semana jogamos em Curitiba com o Coritiba e lá empatamos em 0x0.

Os jogadores ficavam muito preocupados de jogar na Baixada. A proximidade, a pressão da torcida do Atlético assustavam os adversários.”

Prof. Heriberto complementa falando do crescimento que a torcida atleticana teve na década de 70, época em que Altevir jogou.

“Só que nestes 12 anos a torcida atleticana sempre foi crescendo. Vamos falar de 1970 a 1982, foi uma torcida sempre sofrida, mas que a partir da revolução do Jofre e do título de 70, foi crescendo gradativamente. Aquele estigma de ser uma torcida elitista foi quebrado, o povão começou a entrar pra torcida. A partir da revolução do Jofre com Djalma Santos, Bellini e companhia e o Atlético começando a aparecer no cenário nacional, é impressionante o crescimento da torcida atleticana em volume.”

Milene finaliza:

“É isso que nos diferencia, a paixão que o atleticano tem. O normal do Atlético era sofrer e ser fiel. Porque o nosso normal era ser roubado, ter time fraco, ter crise, ter problemas, falta de dinheiro. O normal do Atlético sempre foi isso, era não ter gente pra assumir a diretoria. Então sempre foi uma coisa que foi resolvida com paixão, tem problema então vamos lá resolver.”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s