A história de Julio César Sobota

Com tantos anos participando ativamente da torcida e mais recentemente na presidência da Fanáticos, não há na torcida do Atlético quem não conheça o Julião. Porém, nem todos sabem como é sua história, como foi que ele se descobriu atleticano.

Ele mesmo conta essa história:

“Pra mim foi diferente, porque eu não tenho um berço atleticano. Meu pai era Ferroviário, Colorado e Paranista. E eu tinha primo coxa branca. Então eu comecei a frequentar primeiro o estádio do Colorado e depois o do Coritiba. Nessa época eu tinha 8 anos eu só ia ao jogo acompanhado. A partir de 1980, finalzinho de 1979, eu fui morar ali na Petit Carneiro, na rua dos fundos do Atlético. Eu estudava no Instituto,  pra ir pra escola eu passava por dentro do estádio. Na volta eu passava na praça e depois pelo estádio.

Às vezes eu voltava da escola o Atlético estava jogando à tarde, eu tinha a carteirinha da FPF e ia pro jogo. Quando chegava em casa minha mãe estava louca me procurando. Eu ia no jogo do Colorado, do Coxa, mas a partir do momento que eu comecei a me identificar com o Atlético foi só Atlético. Um dia meu primo ligou convidando pra ir com ele ao jogo do Coxa. Eu disse: ‘Não, você vai torcer pro seu time e eu vou torcer pro meu.’ A magia da torcida do Atlético é diferente.

Eu entrei pra torcida em 1982, quando o Atlético foi campeão, bem naquele dia. Eu sou sócio da torcida do dia 31 de outubro de 1982. A partir de 1984 eu comecei a participar mais, me tornei diretor em 1985. Então de 1985 pra cá eu tenho vivido a torcida praticamente todos os dias. Em 1986 quando o Atlético abandonou a Baixada era a torcida quem cuidava do patrimônio. Eu ajudei várias vezes a cortar o gramado, a carpir a Baixada, a lavar aquela calçada ali na frente, pra nós era um orgulho cuidar do patrimônio.

Então passou-se uma história maravilhosa. E em 1999 chegou a minha vez de assumir por um monte de motivos. Eu tive meus motivos pra ficar afastando por um ou dois meses e quando chegou a minha vez de assumir eu disse que queria uma eleição. Queria que se o nosso povo tivesse de acordo, aí sim eu assumiria.

Acredito que fizemos um bom trabalho, em 1999 e 2000 a gente praticamente só pagou as contas que tinham ficado. E daí em diante a gente começou a caminhar, a trabalhar forte. E hoje a torcida é considerada grande.”

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