Alfredo fala do tio Alberto Gottardi

Alfredo fala sobre seu tio, o goleiro Alberto Gottardi, que precedeu seu pai Alfredo no gol do Atlético.

“O tio Alberto era auto-didata, desenhava, pintava. Aquela índia que tem no açúcar Diana foi ele quem desenhou. O Alberto Romani disse que precisava de um desenho pra representar o açúcar. O tio disse que fazia, fez o desenho e deu pra ele. O Ailton Fantinato (diretor do açúcar Diana e depois diretor no Atlético) queria saber qual era o preço. Ele disse que não custava nada, que fez porque eles pediram.

Ele mal fez o primeiro grau, mas ele era de uma capacidade, ele lia livros. A história da Segunda Guerra ele sabia toda. Ele sabia quais eram todos os navios alemães, ingleses, americanos, o nome de cada um, os armamentos que tinham, qual era os calibres dos canhões. Ele sabia tudo, ele era impressionante.”

Alberto passou a chave do gol para Caju

O pai começou a jogar com 15 anos, quando ele fez 16 anos, o tio falou assim: ‘A partir de hoje o titular do Atlético é o meu irmão e eu parei de jogar’. E não jogou mais (1933). Ele passou a ‘chave’ do gol pro pai que jogou até 1949 e parou.”

Cahuê Miranda, um dos participantes do 15º encontro do Círculo de História Atleticana disse que seu avô era fã de Alberto Gottardi. E que segundo ele, Alberto era melhor que Caju.

Professor Heriberto, que conheceu vários dos jogadores da época de Alberto Gottardi complementa:

“Os velhos da década de 30 (Zinder, Levoratto, Raul e Naná) diziam: ‘O Alberto era melhor que o Caju, vejam que goleiraço que a gente tinha’.”

Jogador de tênis

Alfredo prossegue falando do tio:

“Tio Alberto foi Campeão Paranaense de Tênis. Ele fez uma quadra de tênis no fundo da Baixada. Nós éramos moleques e só jogávamos tênis, nem queríamos saber de futebol. Sábado e domingo era tênis direto.”

O cuidado com o gramado da Baixada

Uma das coisas que todos comentam sobre Alberto Gottardi é sobre o cuidado que ele tinha com o gramado da Baixada. Depois que parou de jogar, Alberto passou a ser o administrador do estádio e cuidava do gramado de tal maneira a ponto de não deixar o time treinar se tivesse chovido.

Alfredo fala sobre esse cuidado que seu tio tinha com o gramado:

“Era assim, ele chegava lá, a federação escalava o jogo. Por exemplo, Bloco Morgenau e Palestra. Chovia, ele fechava os cadeados e não tinha jogo. Fechava os cadeados e ia embora.”

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3 comentários sobre “Alfredo fala do tio Alberto Gottardi

  1. Milene
    Parabens pelo trabalho.
    Eu sou casado com uma neta do Seu Alberto Gottardi. O meu genro, Almir Gottardi, tem um acervo interssante do Seu Alberto.
    Ednei

  2. Olá, Ednei,

    Muito legal saber. Foi você que esteve no encontro de ontem, não é?

    Abraços

  3. Sou o neto de Alberto gottardi me chamo Alberto Luiz gottardi queria saber se tenho parentes que por favor entre em contato comigo

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