Alfredo comenta dos estádios

Milene: Tinha algum estádio que fosse mais difícil de jogar, pela pressão da torcida?

Alfredo: “A Baixada sempre era o calo pros outros.”

Milene: Vocês percebiam isso nos jogadores adversários?

Alfredo: “Claro! Principalmente Atletiba, eles sempre queriam jogar lá no Couto, porque eles sabiam que a Baixada era sufoco.

Mas a gente (no Atlético) não ficava tão preocupado com estádio ou time, a gente ficava preocupado com gramado, porque tinha cada gramado ruim. Quando a gente ia jogar em Paranavaí, lá era um desastre, você não conseguia jogar bola, você caía, você se ralava inteiro, porque era um areião, era horroroso. Apucarana era horroroso também, campo duro, parecia um pau o campo. Já em Maringá era bom de jogar, a gente ia jogar em Maringá era uma maravilha. Campo de Ponta Grossa também era horroroso pra jogar, e lá a torcida ainda era complicada, a torcida lá sempre foi complicada. Caramuru de Castro era horrível de jogar. Iraty também, o gramado era muito ruim, muito duro, e o campo de Iraty ainda tinha uma baixada desnivelada.

E o ruim pra jogar naquela época eram os materiais, a chuteira era ruim. Depois apareceu uma chuteira de borracha na década de 70 que melhorou, porque aí os campos ruins ficavam melhores, pisava com a borracha e não machucava.

Hoje, quando os caras pegam um campo ruim no Nordeste, reclamam. Vocês tinham que ver na nossa época quando jogávamos no Nordeste. Os gramados altos e os caras ainda molhavam, jogava três e meia da tarde, um sol, você olhava o campo fazia aquele negócinho, aquele vapor.”

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