Alfredo comenta o que é o Atlético na sua vida

Pergunto a Alfredo o que representa o Atlético na sua vida:

“Olha, uma lição de vida, aprendi muito. Aprendi a viver com pouco dinheiro, aprendi amizades, aprendi a cultivar a alegria de ver o time jogar. Eu me identifiquei muito com o Atlético até pelas gerações de família, todos atleticanos, tios e primos, uma convivência pacífica, muito boa.”

Milene – E você passa esse amor pelo Atlético pra frente?

“Com certeza! Meu filho é doente pelo Atlético, mais doente que eu. Ele é doente, doente (enfatiza) pelo Atlético, ele sofre! Eu já não sofro, não sei se é porque eu fui jogador e sei como funciona, eu não sofro, fico nervoso. Se o jogo estiver passando na televisão eu vejo, mas não escuto, de jeito nenhum.”

Milene – E qual era a sua relação com torcida?

“Era sempre muito bem tratado, nunca tive problema. No início de carreira tive problema, porque era ‘verde’, errava passe e a torcida xingava. Eu pouco ligava, era muito irreverente, dizia: ‘Deixa reclamar que amanhã eles me elogiam.’ Meu pensamento era sempre esse. Isso era título do meu pai, ele dizia: ‘Alfredo nem esquente a cabeça daqui a pouco eles vão te elogiar, nem se incomode.’ E felizmente dei sorte, construí uma boa carreira. Infelizmente só fui campeão profissional uma vez (1970).”

Fotografia: Fábio Mandryk

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