O campeonato paranaense de 1983

Assim que acabou o Brasileiro de 1983 a dupla Washington e Assis foi vendida para o Fluminense do Rio de Janeiro. Outra baixa no elenco foi a do goleiro Roberto Costa que foi para o Vasco. O “desmanche” do time foi inevitável e para o Parananse a equipe precisou ser reformulada.

Para o lugar de Roberto Costa veio o goleiro Rafael e a artilharia do time ficou por conta do garoto Joel que marcou 12 gols na competição. Além de artilheiro Joel foi a grande revelação do campeonato.

A campanha

1º TURNO

05/06 – Atlético 3×1 Matsubara
12/06 – Londrina 1×0 Atlético
18/06 – Atlético 2×0 Cascavel
23/06 – União Bandeirante 2×2 Atlético
26/06 – Atlético 1×0 Colorado
03/07 – Coritiba 0x1 Atlético
10/07 – Operário 1×1 Atlético
16/07 – Atlético 3×1 Grêmio Maringá
20/07 – Atlético 1×0 Pinheiros
24/07 – Toledo 1×2 Atlético
27/07 – Atlético 2×1 Pato Branco

QUADRANGULAR DO 1º TURNO

Turno

31/07 – Atlético 0x2 Coritiba
03/08 – Grêmio Maringá 2×1 Atlético
07/08 – Atlético 1×0 Colorado

Returno

14/08 – Coritiba 1×0 Atlético
17/08 – Atlético 1×2 Grêmio Maringá
21/08 – Colorado 2×1 Atlético

2º TURNO

27/08 – Matsubara 1×0 Atlético
31/08 – Atlético 1×3 Londrina
04/09 – Cascavel 1×2 Atlético
08/09 – Atlético 3×0 União Bandeirante
11/09 – Colorado 1×0 Atlético
20/09 – Atlético 2×1 Coritiba
22/09 – Pato Branco 0x1 Atlético
25/09 – Atlético 1×0 Operário
29/09 – Grêmio Maringá 0x0 Atlético
02/10 – Pinheiros 0x2 Atlético
08/10 – Atlético 0x1 Toledo

QUADRANGULAR DO 2º TURNO

1º Turno

23/10 – Atlético 2×1 Londrina
26/10 – Toledo 1×0 Atlético
30/10 – Colorado 2×2 Atlético

Returno

06/11 – Londrina 1×0 Atlético
09/11 – Atlético 3×1 Toledo
13/11 – Atlético 1×1 Colorado

QUADRANGULAR FINAL

Turno

20/11 – União Bandeirante 0x1 Atlético
27/11 – Atlético 1×0 Coritiba
30/11 – Atlético 0x1 Londrina

Returno

04/12 – Atlético 0x0 União Bandeirante
07/12 – Londrina 0x1 Atlético
11/12 – Atlético 1×1 Coritiba

DECISÃO

14/12 – Atlético 1×0 Coritiba
18/12 – Coritiba 1×1 Atlético

Atlético 2×0 Flamengo (1983)

Um dos jogos mais emblemáticos da história do clube foi o Atlético 2×0 Flamengo jogado no Couto Pereira. Aquele jogo ficou marcado por diversos motivos e por isso será sempre lembrado. Pode-se enumerar os motivos pelos quais aquela tarde de maio de 1983 jamais será esquecida:

  • O recorde absoluto do estádio Couto Pereira. Foram 65.491 pagantes e 67.391 pessoas no total.
  • Tinha tanta gente que havia torcedores pendurados até na torre de iluminação do estádio.
  • A vibração da torcida atleticana.
  • O gol que Capitão perdeu e que ficou faltando para que o Atlético classificasse à final do campeonato.

Pedi aos participantes do 13º encontro do Círculo de História Atleticana que estiveram presentes nessa partida histórica que relatassem como foi aquele dia. Dentre as declarações dadas, separei o relato do sr. Paulo Ubirajara P. Silva, como se pode ler a seguir:

“Era uma coisa fantástica, nós não estávamos jogando contra um time qualquer, nós estávamos jogando contra um time que foi Campeão do Mundo (1981). E foi até hoje um dos maiores times que eu vi jogar. Foi uma partida magnífica, o Zico não fez nada, o Junior não fez nada, eles não conseguiram fazer nada. Por mais esforço que eles fizessem, e eles tinham um time que jogava por música, mas o nosso time jogou uma partida soberba. Teve um detalhe, foi uma das grandes partidas do Raul, ele ficou consagrado naquele dia porque pegou aquela bola do Capitão.

Eu assisti ao jogo em pé, na posição de sentido, porque não dava pra se mexer, de tão cheio que estava o estádio. Não era na Baixada, mas foi um Caldeirão. Aquele tanto de gente e o time jogando, eu saí sem voz do estádio. Foi um jogaço de bola, foi o melhor jogo que eu vi até hoje.”

Foi memorável o relato do sr. Paulo. Se este jogo foi assim, imagino que se o Atlético tivesse passado para a final faltaria Couto Pereira pra tanta gente.

Ficha técnica do jogo

Atlético 2 x 0 Flamengo

Data: 15/05/83
Local: Couto Pereira
Competição: Campeonato Brasileiro
Juiz: José de Assis Aragão
Renda: Cr$ 51.707.900
Público total: 67.391 torcedores
Público pagante: 65.491
Gols: Washington (2)

Atlético: Roberto, Sotter, Flávio, Jair, Sérgio, Detti, Nivaldo, Assis, Capitão, Washington e Abel. (Téc. Hélio Alves)

Flamengo: Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Vitor, Adilio, Zico, Elder, Baltazar(Robertinho) e Júlio Cesar(Figueiredo). (Tec. Carlos Alberto Torres)

Washington depois do gol. (Imagem: acervo histórico Atlético PR)

O Brasileiro de 1983

Naquela época jogava-se o Brasileiro no primeiro semestre do ano e os estaduais no segundo. Então o time que havia conquistado o Parananse de 1982 foi mantido para a disputa do Nacional da Primeira Divisão de 1983. O time que encantou a todos durante a disputa do estadual mostrou ser capaz de voos maiores e conquistou um 3º lugar no Brasileiro. O feito até então era inédito, o Atlético nunca tinha ido tão longe.

Professor Heriberto relata como tudo isso se passou:

“O campeonato de 83 era disputado em uma série de chaves. Na primeira fase houve um jogo na Baixada, Atlético x Ponte Preta, que nós perdemos por 3×1. Naquele jogo o Mário Sérgio (Pontes de Paiva) e o Carlos no gol ganharam o jogo, o Mário Sérgio jogou muito e o Carlos pegou até pensamento. Naquele noite de quarta-feira tinha 14 mil pessoas na Baixada. Na Baixada a gente levava em torno de 14 mil pessoas e no Alto da Glória nós levávamos 40 a 45 mil pessoas. Tanto que a média de público no final, em razão dos jogos na Baixada, foi em torno de 23 mil pessoas.

Esse time de 83, que é o mesmo de 82, começou a assombrar e incomodar o eixo. Na terceira fase houve um jogo no Rio contra o América (RJ) que foi emblemático. Naquele jogo, o comentarista Marcio Guedes, da Rede Globo, chamou nosso time de ridículo, só que nós ganhamos o jogo por 2×1. Depois nós colocamos faixas aqui: Marcio Guedes, ridículo é você. Esse jogo foi emblemático porque ao fazer esse infeliz comentário ele acirrou os nossos ânimos. E vocês mais do que ninguém sabem que mexeu com atleticano é um vespeiro.

A partir desse jogo com o América a chama acendeu de vez, o Atlético engrenou e nós fomos para aquelas decisões, os mata-matas. Então aconteceu a vitória por 2×1 contra o São Paulo naquela quarta-feira à noite, 45 mil pessoas no Alto da Glória. Inclusive com gol contra, a bola bate e encobre o Valdir Peres. E depois a vitória por 1×0 em SP, com o ‘Mão Santa’, Roberto Costa, pegando até pensamento, ele pegou tudo e o Assis fez o gol. Verdade é que no Rio nós demos uma facilitada e tomamos os 3 gols, mas aqui nós jogamos muito bem. O 2×0 aqui foi fenomenal. Faltou exatamente aquele golzinho que foi a nossa grande frustração.”

A campanha

1ª Fase

23/01 – Atlético 0x1 Grêmio (RS)
26/01 – Ponte Preta 2×4 Atlético
06/02 – Campro Grande (RJ) 0x0 Atlético
06/02 – Atlético 4×1 Joinville

Returno

09/02 – Atlético 1×3 Ponte Preta
23/02 – Joinvile 2×0 Atlético
27/02 – Grêmio 1×2 Atlético
06/02 – Atlético 1×1 Campo Grande (RJ)

2ª Fase

13/03 – Botafogo (SP) 2×0 Atlético
16/03 – Atlético 1×1 Ferroviária (SP)
20/03– Atlético 3×2 América (RN)

Returno

27/03 – Ferroviária (SP) 0x0 Atlético
30/03 – América (RN) 0x2 Atlético
03/04 – Atlético 2×0 Botafogo (SP)

3ª Fase

10/04– Colorado 2×1 Atlético
13/04– América (RJ) 1×2 Atlético
17/04 – Atlético 0x2 Atlético (MG)

Returno
20/04 – Atlético 1×1 América (RJ)
26/04 – Colorado 1×2 Atlético
01/05 – Atlético (MG) 1×1 Atlético

4ª Fase (ida e volta)

04/05 – Atlético 2×1 São Paulo
07/05 – São Paulo 0x1 Atlético

5ª Fase (ida e volta)
12/05 – Flamengo 3×0 Atlético
15/05 – Atlético 2×0 Flamengo

O campeonato paranaense de 1982

A promessa feita por João de Oliveira Franco Neto, ao montar o time, foi cumprida e o Atlético sagrou-se Campeão Paranaense de 1982.

A fórmula de disputa daquele ano envolvia três turnos com um quadrangular simples ao final de cada um deles, no sistema de cruzamento olímpico. Se um dos clubes vencesse todos os turnos, que foi o caso do Atlético, sagraria-se campeão sem necessidade de uma disputa final.

E foi assim que aconteceu, o Atlético foi campeão vencendo os três turnos, sendo os dois primeiros de maneira invicta. Foram 26 partidas consecutivas sem perder, sendo que no total foram 39 partidas e apenas duas derrotas.

Pelo caráter de decisão a partida contra o Colorado no Couto Pereira foi considerada uma final de campeonato. Naquele dia o Atlético entrou determinado a golear o adversário e assim o fez vencendo por 4×1.

Prof. Heriberto Machado conta como aconteceu essa conquista:

“Até pouco tempo atrás o Atlético estava disputando o Torneio da Morte (1980). E em 1982 fez uma campanha extraordinária, o time começou a assombrar. O Colorado ‘arrotava grosso’ dizendo que eles é que seriam os campeões. Só que na hora da decisão deu Atlético!

O famoso 4×1 (contra o Colorado) no Alto da Glória foi um ‘chulé’ de bola como há muito tempo eles não tinham visto. O Atlético deitou e rolou, foi um espetáculo daqueles pra quem gosta de ver futebol arte.

O time do Atlético de 1982 era uma fábula e de repente o Washington começou a desandar a fazer gol. A jogada criada pelo técnico Geraldino Damasceno era uma só: o meio de campo, Jorge Luiz com Lino e Nivaldo batalhava e ganhava a bola, e em seguida tocava na ponta direita pro Capitão em velocidade. Essa era a jogada! O Capitão ia à linha de fundo e cruzava, ele era muito bom de bola, não era craque, mas era muito bom de bola. Quando ele cruzava a bola sobrava pro Washington ou pro Assis fazer o gol. Senão os dois meias que vinham de trás, Lino e Nivaldo também faziam gols.

Washington fez 23 gols e o Assis fez 13. Vejam que show de bola deram esses caras.

A conquista de 82 foi uma festa extraordinária. Já íamos para quase 12 anos sem títulos. Em 1958 conquistamos um título, depois de 9 anos (o último havia sido 1949), depois, mais 12 anos e ganhamos o de 70, e novamente mais 12 anos para o campeonato de 1982. Era muito tempo sem título.

Mesmo assim, a torcida durante todo esse período foi crescendo, em vez de diminuir como era o esperado, ela foi crescendo.”

A campanha do Atlético no Paranaense de 1982

1º turno

02/05 – Paranavaí 1×1 Operário
09/05 – Atlético 2×1 Matsubara
16/05 – Coritiba 0x0 Atlético
23/05 – Atlético 3×1 Grêmio Maringá
27/05 – Atlético 1×0 União Bandeirante
30/05 – Londrina 1×1 Atlético
06/06 – Atlético 1×1 Colorado
10/06 – Atlético 2×0 Toledo
13/06 – Pato Branco 1×3 Atlético
17/06 – Operário 1×1 Atlético
20/06 – Atlético 1×1 Cascavel

Quadrangular – 1º turno

(Cruzamento olímpico)

30/06 – Atlético 2×0 Operário
04/07 – Atlético 4×0 Grêmio Maringá (decisão)

2º turno

21/07 – Atlético 2×0 Paranavaí
25/07 – Toledo 1×1 Atlético
01/08 – Coritiba 0x2 Atlético
05/08 – Atlético 5×3 Operário
08/08 – Atlético 0x0 Colorado
15/08 – Cascavel 0x0 Atlético
19/08 – Atlético 2×1 Grêmio Maringá
22/08 – União Bandeirante 1×1 Atlético
25/08 – Atlético 2×1 Pato Branco
29/08 – Londrina 0x1 Atlético
01/09 – Matsubara 0x0 Atlético

Quadrangular – 2º turno

(Cruzamento olímpico)

07/09 – Atlético 4×0 Operário
12/09 – Atlético 1×1 Colorado (decisão)

3º turno

16/09 – Paranavaí 1×0 Atlético
18/09 – Atlético 3×0 Matsubara
22/09 – Operário 0x0 Atlético
26/09 – Atlético 3×1 Coritiba
30/09 – Atlético 6×0 Toledo
03/10 – Colorado 1×1 Atlético
06/10 – Atlético 0x2 Londrina
09/10 – Atlético 3×0 Cascavel
13/10 – Grêmio Maringá 1×1 Atlético
17/10 – Atlético 2×1 União Bandeirante
21/10 – Pato Branco 1×2 Atlético

Quadrangular – 3º turno

(Cruzamento olímpico)

23/10 – Atlético 2×0 Londrina
31/10 – Atlético 4×1 Colorado

Imagem: Acervo histórico do Atlético PR

A montagem do time de 1982

Prof. Heriberto relata como foi que surgiu o time Campeão Paranaense de 1982.

“Em 1982 o Atlético tinha como diretor de futebol, um jovem com 32 anos de idade, João de Oliveira Franco Neto. Ele que vem de uma tradicional família de atleticanos. Naquele ano, o Joãozinho disse: ‘Eu vou fazer um time pra ser campeão este ano’. Todos acharam que era bravata do garotão, mas foi o que ele fez.

O Joãozinho começou a preparar o time, ele manteve alguns bons jogadores remanescentes de 1981 na equipe e resolveu reforçá-la. E eis que surge uma oportunidade única na vida do Atlético. O Internacional de Porto Alegre queria comprar um lateral direito que tinha um chute que era um canhão, o Augusto Boiadeiro. O Augusto era meio “grossão” de bola, mas cobrava falta como ninguém. O João disse que vendia, mas que ele precisava de alguns jogadores pois estava formando o time e queria ser campeão. O Inter disse que tinha um monte de gente sobrando lá e o João disse que precisava de um atacante.

Então o João vendeu o Augusto por 3 milhões de cruzeiros, o que na época era uma fortuna. Ele vendeu o Augusto e comprou por 1 milhão o Washington e recebeu de contrapeso o Assis. O Internacional tinha 7 centroavantes, entre eles o Assis e o Washington.

Pra complementar o time ele trouxe o Capitão do Guarani de Campinas, o Abel que estava encostado no Santos, o Lino eles já tinham encontrado antes, a defesa era praticamente a remanescente e trouxeram ainda o Ariovaldo, que foi um dos melhores laterais que nós já tivemos naquela época.

Então o João bancou o time, quem pagava a folha salarial era ele, está certo que ele tinha ajuda da retaguarda. O Moura era o presidente, mas quem ajudava era o Valmor Zimermann, o Valdo Zanetti e o Gusso da Retaguarda.

Esse time de 82 deu tão certo que esses mesmos jogadores que fizeram sucesso no nacional de 83″.

O bicampeonato de 82/83 e o Brasileiro de 1983

O 13º encontro do Círculo de História Atleticana teve como tema o time do Atlético do biênio 1982/1983 e a história do atacante Washington que era o grande convidado da noite. Infelizmente, em razão dos problemas de saúde que vem enfrentando, Washington não pode comparecer. Porém, durante aproxidamente três horas o historiador do Atlético, prof. Heriberto, contou para os presentes como foi a trajetória atleticana naqueles dois anos, além de falar sobre a história de Washington no clube paranaense.

Introdução

Doze anos sem conquistar um único título, fato que se repetia pela segunda vez seguida, era algo pra sucumbir com qualquer torcida, menos com a torcida atleticana. De qualquer maneira, a sede por uma conquista era enorme e felizmente em 1982 ela aconteceu.

Naquele ano, o Atlético reforçou a equipe com Detti, Ariovaldo, Jorge Luís, Sérgio Moura e Capitão. Esse time foi montado pelo diretor de futebol João de Oliveira Franco Neto. Ele foi a Porto Alegre negociar o Augusto (lateral) com o Internacional. Além de conseguir um bom dinheiro com o Augusto, trouxe Washington e de contrapeso Assis, dupla que estourou no Atlético.

Washington, até vir pro Atlético havia jogado nos times da Galícia, Corinthians, Operário-MS e Internacional, mas foi no Furacão que o atacante baiano de 1,88m apareceu para o futebol brasileiro. Foi na Velha Baixada e também no Couto Pereira que ele escreveu sua história no rubro-negro paranaense.

Participantes do 13º encontro do Círculo de História Atleticana

Tema:
O bicampeonato de 82/83 e o Brasileiro de 1983

Organização:

Milene Szaikowski

Convidados:
Washington César Santos
(Atacante do Atlético em 1982, 1983 e 1991)

Infelizmente devido ao seu problema de saúde, Washington precisou ser hospitalizado no final da tarde do dia do encontro e não pode comparecer.

Prof. Heriberto Ivan Machado
(Historiador do Clube Atlético Paranaense)

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Demais participantes:

Benedito Carlos Bassetti
Caio Augusto Derosso
Cezar Henrique Galhart
Daniel Loures Martins
Edilson L. Dombrowski
Fábio Mandryk Ferreira
Felipe Guimarães Moura
Fernanda Ayres
Guilherme C. Santos
Henrique Cardoso Santos
Jacob Baulhout Junior
Luciana Lopes Costa
Marcos Cavallim
Orival Costa
Paulo Roberto Perussolo
Paulo Ubirajara P. Silva
Pedro Loyola
Rafaela Bettes Samways
Rodrigo Salgado Augustinho
Victor Hugo Ferreira

Participantes do 13º encontro

Mais fotos deste encontro: aqui