O terceiro jogo da final de 1945

O terceiro jogo foi no campo do Coritiba, no dia 30 de dezembro de 1945 e terminou empatado em 1×1. Na prorrogação o Atlético venceu por 1×0 sagrando-se Campeão Paranaense de 1945.

O primeiro gol do jogo – Coritiba 0x1 Atlético

“O Fedato foi dar uma rebatida de bola, a bola bateu no calcanhar dele e encobriu o goleiro, 1×0 pro Atlético.”

Lilo se machucou

“O Lilo ia dar uma paulada, ia chutar lá não sei aonde, não sei se era pra mim ou pro Xavier, ele na meia-direita, aqui no nosso campo. E o cara chegou meio ligeiro e deu uma solada no Lilo. Ele carcou, caiu e não pode mais andar. A gente ia ficar com dez e os outros pediram pra ele continuar. E ele ficou, heroicamente, mesmo sem poder andar e com dor. Puseram umas pomadinhas lá, mas não adiantou, ele não podia andar de tanta dor. Tiveram que tirar o Lilo no intervalo. E ele nós peleando aqui.”

O empate – Coritiba 1×1 Atlético

“Com a saída do Lilo, eles empataram, 1×1. O jogo estava duro, eles queriam tomar conta. E nós com um a menos nos fechando um pouquinho. O tempo ia passando, nós com um a menos já estávamos cansados.

Então o Joaquim, o Jackson, o Lolô, o Lilo e eu, esses cinco, pegávamos a bola e íamos tocando. Eles (o Coritiba) nos forçaram bastante e nós tínhamos que dobrar um pouco a velocidade e a corrida. O time deles também seguia feito louco e nós tocávamos a bola, eram dois times iguais.”

A prorrogação

“Lá pelas tantas, o Augusto deu a bola pro outro, o Xavier estava meio adiantado, o outro deu uma de primeira pro Xavier que pregou-lhe o pé na estrada. E quando chegou um pouco pra frente da linha média e o goleiro deles já tinha saído até a linha da frente da área. O Xavier saiu um pouco de lado e pregou dali no gol.

E a bola no gramado, o gramado era assim… meio ondulado… e a bola fazia assim… na direção da trave… uma hora tava rolando pra sair pra fora.. tava rolando pra ir pra dentro, tava rolando pra ir pra fora, tava rolando pra ir pra dentro… de repente começou a diminuir, putz, não vai chegar… entrou pra dentro, morreu, gol. 1×0 para o Atlético.

Mais seis ou sete minutos acabou a prorrogação. Atlético Campeão!”

Cireno complementa falando da função do ponta:

“Foi o campeonato de 45, essa foi uma das partidas que eu me esforrei. Era duro jogar contra esses caras, a única maneira que eu tinha de passar desses caras, porque a obrigação dos pontas era levar a bola lá dentro da área. Fazer gol ou arrumar a bola pra quem faz, essa era a obrigação de um jogador de ponta. E quando apertassem demais, ir ali do ladinho da área e botar a bola na cabeça de um parceiro que está dentro da área. E o meia direita, e o centro-avante e o lateral que às vezes subia, então estava mais aberto lá, então você tinha que colocar a bola na cabeça de um deles. E não centrar dali e soltar a bola do outro lado, lá.

O cabra tinha medida no pé. Porque batia daqui ali, era uma coisa, bati daqui lá era outra. Da lateral da área, outra coisa.”

Como Cireno fez para ganhar o Atletiba de 45

Cireno Brandalize era conhecido por ser um grande jogador, mas também por ser muito espirituoso. Era um jogador inteligente.

Vejam o que ele fez para que o Atlético vencesse o segundo Atletiba da final do Campeonato de 1945.

Nas palavras de Cireno:

“Mas aí, eu pensei: ‘Que adianta, já já o Neno vai lá e faz um gol de novo.’ O Neno era fogo.”

Nesta hora o prof. Heriberto comenta:

“Mas ainda bem que acabou logo a partida e ficou 5×4 pra nós.”

E Cireno retruca:

“Mas peraí, a história agora é que vai ficar bonita!”

E continua:

“Eu ganhei bastante jogo, não foi só um que eu ganhei. Eu ganhei bastante, mas tem muitos que ninguém sabe da metade da missa, e eu nunca conto. Vou contar por quê? Vão dizer que eu sou mascarado, um boçal, um palhaço, estou contando porque estou aqui numa reunião… sei lá, estou ficando velho, daqui uns dia eu vou embora mesmo. E conto o que eu bem entender.”

Cireno conta como tirou Neno do Coritiba do jogo:

“Eu pensei: ‘Se eu tirar o Neno, eu ganho o jogo.’ E o juiz estava na entrada da área e o Neno ali do meu lado. E eu fui lá e disse pra ele: ‘AÊ BOI!’

(Chamar o Neno de Boi era mesma coisa que tirar o gorro do Belo.)

E o Neno me agrediu. E eu disse: ‘Aê Boi, não adianta você fazer gol lá porque eu faço lá, você sabe que eu faço mesmo, estou fazendo, fiz agora, está 5×4 e não tem mais quem ganhe o jogo.’ Ele veio e me deu um soco, eu saí fora. Ele me chutou, eu saí fora. E eu: ‘ÊEE BOI’.

O juiz chegou apitando: ‘Neno está expulso!’ Aí o juiz me diz: ‘E o sr. Cireno, também pode ir.’ E eu disse: ‘Mas seu juiz, o cabra quase me mata, me deu um soco se me acerta a cabeça, onde estava minha cabeça essa hora? E o chute? Quase me quebra as duas pernas. O juiz disse: ‘É! Mas você veio aqui provocar, você não tinha nada que vir aqui provocar ele. Está expulso, pode ir embora e não tem conversa.’”

A discussão do Capitão Manoel Aranha com Cireno

“E eu fui (pro vestiário). Naquele tempo, o refrigerante no jogo de futebol, era laranja descascada, com aquela parte branca por fora e tirava uma tampinha e chupava. Quando eu passei na frente (da torcida), vejam o que eu fiz (pra ganhar o jogo), vocês não estão que nem idiota? Porque torcedor de futebol lá dentro do campo quando o troço está pegando fogo é tudo idiota! Ficam não sei o que… Qualquer coisa que entra na cabeça do cabra. Será o que eu fiz? Fiz! A arquibancada inteira me alvejou com aquelas bolinhas.

‘SEU VAGABUNDO, FILHA DA MÃE, FILHO DO PAI.. NÃO SEI O QUÊ… SEU SEM VERGONHA É PRA ISSO QUE O CLUBE TE PAGA?’

E eu saí, de cabeça baixa. Quando cheguei no portãozinho, o presidente do Clube, Capitão Aranha, um baita de um homem, me diz: ‘É pra isso que o clube te paga, seu vagabundo?’

Aquilo me deu uma dor, uma dor que vocês não imaginam. Faltava 6/7 minutos pra acabar o jogo. Fui lá, tomei banho e tomando banho, pensava, será que vou pro Corinthians ou vou pro Vasco? Porque eu tenho duas chances pra ir. (Eu tinha estado no Corinthians, fiquei um mês treinando no Corinthians, quando cheguei aqui. E tinha estado no Vasco com os escoteiros lá em 39, o Vasco também quis ficar comigo me dava tudo que eu quisesse, eu é que não quis sair de casa, da casa dos pais. Estava no 3º ou 4º ano do Ginásio.”

O pedido de desculpas do Capitão Aranha a Cireno

“E eu estava lá me enxugando, quando eu escutei um baita de um barulho. Pensei, será que acabou ou alguém fez gol?

Já tombaram na porta, o segundo a entrar foi o Capitão Aranha, já me abraçou, me abraçou, chorou, pediu desculpas, e disse: ‘Eu vou parar com futebol porque eu não posso perder a linha como eu perdi hoje com você. Um homem em sã consciência não diz o que eu disse pra você. Você ganha o jogo e eu ainda te esculhambo, te chamo de vagabundo, vou parar!’ E parou.”

Prof. Heriberto complementa:

“Pediu demissão, logo depois, na hora da festa ele apresentou o pedido de renúncia dele.”

Cireno continua:

“Ganhamos de 5×4, depois fomos jogar a última lá em cima.”

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Confiram a história acima na voz de Cireno Brandalize:

O segundo jogo da final de 45

O segundo jogo da final foi na Baixada e o Atlético venceu por 5×4, como conta Cireno Brandalize:

Primeiro gol do jogo – Atlético 1×0 Coritiba

“O Lolô tirou uma bola e jogou pro Lilo, que pegou a bola, olhou pra mim, ameaçou, deu um passinho pra cá e foi pro meio do campo. E eu preguei-lhe o pé na estrada, começo de jogo, preguei-lhe o pé na estrada, passei pelo Tonico, que olhou pra mim e deve ter pensado:  ‘O Cireno enlouqueceu. ’ E eu passei correndo, de repente que eu olho e o Lilo vinha lá. Eu saí daqui, quando eu quis chutar, os caras me cercaram, não deixaram.

Então, o Lilo vinha entrando lá, eu fiz assim com o pé direito eu chutei pra ele. O Lilo sentou uma paulada, o goleiro se jogou, a bola bateu nele e subiu, passou da trave. E eu estava lá. O Lauro e o Fedatto correram, né!? A bola subiu, ia cair aqui e o goleiro passou pra lá. Eu embalei lá e subi, eu sabia pular.

(Eu joguei basquete, eu pulava, e fazia o gol, todos zagueiros com 1.86 pra cima, eu subia e fazia gol de cabeça. Se duvidarem podem ir lá em casa ver o jornal.)

Eu subi, cabeceei e os dois estavam ali, eu vim embalado, subi lá cabeceei, a bola tava ali e 55 segundos de jogo, eu fiz o gol no Atletiba.

A gente não se abraçava, nem nada, ficava sério e ia pro meio do campo cuspindo.”

Segundo gol do jogo – Atlético 2×0 Coritiba

“Aos 7 minutos, eu preguei-lhe o pé na estrada de novo. E saí, porque daqui a pouco a bolinha estava atrás de mim, estava correndo atrás de mim, então eu saí correndo. Quando eu entrei na área e chutei, o Lauro me imprensou, a bola subiu, o Lauro pôs um pé no chão pra não cair e eu não pus. E eu caí, bati com o pé assim, a rede estava pertinho, fiz segundo gol do Atlético.”

Terceiro gol do jogo – Atlético 3×0 Coritiba

“O terceiro gol do Atlético, numa jogada igual a essa de dar a bola e eu correr e depois ela chegar atrás, eu cheguei lá e não pude passar, dei pro Lilo, o Lilo sentou o pau como fez no primeiro e fez o gol. 3×0 aos 12 minutos, no Atletiba, na decisão do campeonato que nós não podíamos empatar e nem perder.”

Quarto gol da partida – Atlético 3×1 Coritiba

“Muito bem, então, aos 45 minutos o Babi, ponta-direita do Coritiba bateu um corner, o Neno era centro-avante eterno do Coritiba.”

Cireno abre um parênteses para falar de Neno, centro-avante do Coritiba.

“O Neno era jogador, ele não era bonito pra jogar, mas ele era forte, um italiano meio tarraco, forte, pulava bem, chutava bem de pé direito, pé esquerdo, mais ou menos. A bola batia na cabeça dele, no ângulo, no joelho, no cantinho, ele fazia assim, lá na gaveta, a bola dentro da área com Neno podia contar, 90% era gol. E tinha um cabrinha que punha a bola dentro da área pro Neno, era ligeiro, corria mais do que avião a jato. Podia fazer assim que… ele tinha medo, era meio medroso, mas ele bateu na bola se agarre que sai gol.”

E volta a contar do primeiro gol marcado pelo Coritiba:

“O Babi, ponta-direita do Coritiba, bateu o corner e o Neno cabeceou pra fora. E o Neno se desequilibrou e se agarrou no Augusto.”

(O Augusto também era um jogador do eterno Coritiba, mas naquele ano ele não acertou com o Coritiba e veio jogar no Atlético. Então fez a parede de beque, o trio de zaga era Caju, Zaneti e Augusto.)

“E nisso o juiz deu pênalti para o Coritiba. O Caju não queria deixar bater o pênalti, dizia: ‘Seu filho disso, seu filho daquilo, não vai bater.’

De repente, eu escutei uma ‘vozinha’ lá na arquibancada, era o Almir, filho do Alberto (Gottardi), me chamando. Ele disse: ‘Cireno, o Capitão Aranha (presidente do Atlético) disse que é pra deixar bater o pênalti.’ E eu fui lá dizer pro Caju:  ‘Caju, o Almir está ali e disse que é pra deixar bater o pênalti, que o Capitão disse que é pra deixar bater.’ Ele disse: ‘Quem é que disse?’ Eu disse: ‘O Capitão Aranha.’ Ele disse: ‘Como é que você sabe?’ Eu disse: ‘O Almir está ali, ele me contou.’ E o Caju estava ali, ligeiro que eu vou te contar. Aí deu ordem pra bater, bateu. Chutava que é uma barbaridade, gol! 3×1 e terminou o primeiro tempo.”

Intervalo de jogo

“Bom, fomos pro vestiário e começamos a combinar. ‘Olha, vamos fazer força porque o time deles não é ruim e não sei o quê.’ O Nilo está aí, estava de prova, se ele não reclamar é porque é verdade. Se ele não me desmentir é porque é verdade.”

Nilo Biazetto confirma a história.

Segundo tempo de jogo e o Coritiba empata

“Começou o segundo tempo, mas os dois times eram parelhos, eram iguais. E o Neno vai lá e faz mais um, 3×2. Daqui a pouco o Neno vai lá de novo e empata 3×3.”

Cireno abre mais um parênteses pra falar de Boluca:

“Bom, 3×3. Mas daí, o nosso centro-avante, que modéstia a parte, não é pra eu me gabar, mas era muito ruim, foi um dos piores jogadores com quem eu joguei, o Boluca. O Boluca era grosso. Eu saía correndo lá ele dava a bola aqui, eu saí correndo aqui, ele dava a bola lá. Me judiou, nos meus últimos tempos de Atlético lá.”

Nota do Blog: O Boluca a que Cireno se refere é o colunista da Tribuna do Paraná, Boleslau Sliviany que foi jogador do Atlético.

Sétimo gol da partida – Atético 4×3 Coritiba

“E nós continuamos fazendo força, fazendo força (enfatiza). Daí o Guará fez o 4º do Atlético.”

Oitavo gol da partida – Atlético 4×4 Coritiba

“E nós fazendo força e jogando o Coritiba pra trás e de repente, o Neno vai lá de novo e empata para o Coritiba, fez 4×4. O Neno marcou três gols naquele jogo.”

Nono gol da partida – Atlético 5×4 Coritiba

“Aos 37/38 minutos teve uma falta fora da área.Falta sou eu que bato, fui lá e peguei a bola, vim ali olhei a trave lá, a bola mais ou menos aqui, pé direito, pus a bola ali.

O outro disse: ‘Deixa que eu bato.’ Eu disse: ‘Não, você vai chutar lá e quebrar mais vidro no ginásio.’ Ele me disse: ‘E o teu chute não chega lá.’ E eu disse: ‘Mas vai no ângulo e entra.’ E ele me disse um nome feio. Eu disse: ‘Ah! Você foi lá e já voltou?’

O goleiro, ficou lá e fez a barreira aqui, eu ia bater aqui, porque eu sabia que eu fazia aqui. Eu não sabia que eu fazia lá onde eu fiz, mas daqui eu sabia que fazia. Quando eu fiz assim, de rabo de olho eu vi ele sair lá, eu bati daqui lá. Ah! Na hora que ele fez assim, já estava lá dentro. E fiz 5×4.”

A continuação dessa história merece um post à parte.

O Atletiba do Primeiro Turno

A vitória nesse Atletiba foi fundamental para que o Atlético se firmasse no campeonato. O mando do Atletiba era do Atlético e todo mundo queria que o jogo fosse no Alto da Glória, a imprensa dizia que a Baixada não tinha condições de receber o clássico. Mas, o dr. Passerino Moura brigou, bateu o pé e disse que o jogo seria na Baixada.

Dr. Passerino sabia do poder da Baixada e disse que o jogo seria lá e que ela ferveria como um Caldeirão. E assim foi, a Baixada ficou apinhada de gente, 16 mil pessoas viram o Atlético vencer o Coritiba por 1×0 com gol de Zé Leite.

Zé Leite jogou pouquíssimo naquele ano porque tinha distensão na coxa. Dr. Schiavon, médico do Atlético naquele ano, nos contou a seguinte história sobre a contusão de Zé Leite:

Dr. Schiavon:
” O Zé Leite tinha uma distenção na coxa, ficou parado um tempão. E para que ele entrasse nesse jogo (Atletiba) o dr. Ernani aplicou uma terapia nele, fez uma hipnose. E isso fez com que o Zé Leite pudesse jogar o Atletiba. Mas foi só, depois daquele jogo, ele não jogou mais nada.”

Curiosidade
Foi nesse Atletiba que aconteceu aquela história, já contada aqui no blog, da atleticana que arrancou a peruca da coxa-branca na arquibancada. Clique aqui para relembrar essa história.

Jogador coxa na festa do título de 1990?

Os jogadores e diretores atleticanos se reuniram na Pizzaria Porão Italiano para comemorar o título. E na festa de comemoração apareceu um jogador coxa – não era o Berg, como muitos podem imaginar – e sim o Biro-Biro.

Ele era lateral do Coritiba, chegou lá, sentou e festou com os atleticanos. Ele disse que já fazia três meses que ele estava no coxa, não tinha recebido e no dia seguinte estava indo embora pra São Paulo. Como ele era paulista e no time do Atlético tinha vários jogadores paulistas, ele foi festar com eles.

No dia seguinte apareceu a foto do Biro-Biro na Tribuna, na comemoração do Atlético. Obviamente os coxas ficaram revoltados de ver aquilo.

Os elefantes e a maior bandeira (1969)

Em 1969, antes do Atletiba do dia 20 de abril, as torcidas preparavam-se com festa para o clássico. Havia um circo na cidade, e a torcida atleticana, criativa como sempre foi, pegou os elefantes do circo, pintou-os de vermelho e preto e fez um desfile pela cidade.

Neste jogo também surgiu a maior bandeira vista no estado até então, ela tinha 450 m². A festa ainda teve papel picado, talco, fogos de artifício, faixas, bandeiras, fanfarra. Pena, que apesar de toda essa festa, perdemos o Atletiba por 1×0.

Atletibas da década de 60

Na década de 60, até chegar 1968, os Atletibas tinham públicos pífios, 1.500 – 2.000 pessoas no máximo. Parecia um jogo sem importância. O Atlético estava em baixa e ninguém ia pro campo.Isso até o Jofre fazer toda aquela revolução que todos conhecem.

A partir disso, foi um negócio fenomenal, casa cheia em todos os Atletibas. Graças ao Jofre, o ano de 1968 foi o divisor de águas do futebol paranaense, que era doméstico até então.